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Filosofia
Em primeiro lugar, sabemos
que as drogas dão prazer mas, para o dependente, acaba sendo
uma fuga: "Eu me drogo porque o mundo é uma droga."
A meta do tratamento é uma percepção diferente
do seu mundo.
Segundo, dado à complexidade do ser humano,
a adicção manifesta-se de forma diferente em cada dependente.
Cada caso é um caso.
Assim, estamos constantemente empenhados em criar
um clima no tratamento, enriquecido pela interação do
grupo, no qual um dependente pode
descobrir um novo e atraente estilo de vida.
A experiência demonstra que, se for mantido
esse processo dentro do contexto dos Doze Passos de Alcoólicos
e Narcóticos Anônimos, os
quais podem ser vistos clicando aqui, o clima mantém-se
dinâmico e ajuda a maioria dos dependentes porque:
Primeiro, pelo fato dos Doze Passos serem numerados,
indicam um processo contínuo e não um evento singular.
Segundo, estão numa linguagem simples que
permite um diálogo imediato e aberto entre o profissional
e o paciente mais humilde, mesmo o analfabeto.
Terceiro, possuem uma literatura vasta e uma estrutura
de apoio no mundo inteiro a qualquer hora do dia e da noite.
Quarto, e o mais importante, é
uma proposta aberta, não um dogma fechado. Os Passos são
apresentados nos livros básicos de AA, como Passos "sugeridos".
Estão escritos no passado com o intuito de apresentar algo
que funcionou para outros, e que, talvez, funcione para você.
É um convite para tentar, mas tentar dentro de sua realidade,
sua capacidade emocional e intelectual e dentro do seu momento histórico
e cultural.
Os
profissionais que conduzem esse processo estão constantemente
aprofundando sua compreensão do processo de recuperação
e, nos últimos anos, as obras de Carl Gustav Jung e James Hillman
tem contribuido
significativamente. Temos uma coleção de publicações
científicas e acadêmicas baseadas na teoria destes psicoterapeutas,
além de outros artigos relevantes, que
podem ser acessados clicando aqui.
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